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sábado, 12 de novembro de 2011

COLUNA

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 Anatomia coluna vertebral:



Canal vertebral: Segue várias curvas da coluna, começa na base do crânio e estende-se até o sacro. Esse canal contém a medula espinhal e é repleto de líquido cerebrospinal.

A coluna possui 7 vértebras cervicais, 12 vértebras torácica, 5 vértebras lombar, sacro e cóccix.
 

Medula espinal:
Articulações da coluna vertebral: A coluna seria rígida e sem movimentos se não houvesse os discos intervertebrais e as articulações ZIGAPOFISÁRIAS.


Articulações intervertebrais: As articulações intervertebrais são articulações anfiartrodiais, localizadas entre os corpos vertebrais.

Articulações zigapofisárias (ou apofisárias, no termo antigo):O termo faceta é empregado juntamente com o termo articulação zigapofisária, mas a faceta é a única superfície que se articula e não todo o processo articular superior ou inferior.

Articulações costais: Na região torácica, as 12 costelas se articulam com os processos transversos e com os corpos vertebrais.

Forame intervertebral: Ao longo da superfície superior de cada pedículo, encontra-se uma área em forma de meia-lua chamada sulco vertebral superior e, ao longo da superfície inferior de cada pedículo, há outra área em forma de meia-lua denominada sulco vertebral inferior.

Corpo Vertebral:  é anterior, suporta as forças de carga e pressão, composta por tecido esponjoso interiormente e compacto recobrindo, varia de diâmetro conforme o segmento vertebral em que se localiza. Os corpos das vértebras cervicais são de menor diâmetro e altura, sendo a porção mais alta da coluna na posição ortostática. Os corpos torácicos aumentam progressivamente a sua altura e diâmetro, apresentando um aspecto cilíndrico. Os corpos vertebrais lombares são achatados e largos por constituírem as vértebras que suportam as maiores pressões da coluna vertebral. As vértebras sacras são fundidas entre si, constituindo-se num osso que apresenta forma triangular. Este por sua vez articula-se com o ilíaco na região pélvica, apresentando a base fixa da coluna vertebral e sua relação com a pelve ou bacia.

Pedículos: Os pedículos vertebrais são expansões ósseas que ligam o corpo vertebral ao processo transverso, ficam anteriormente e as lâminas ósseas são as que ligam os processos transversos ao espinhoso e ficam posteriormente, essas quatro porções são as que limitam o canal raquidiano posteriormente.

Cápsula Articular: É uma estrutura com tecido fibroso que é responsável pelo revestimento das articulações interapofisárias e, juntamente com a membrana sinovial, tornam a estrutura fechada onde circulam líquido sinovial para nutrir e vitalizar as cartilagens em contato na articulação.

 

Forame Intervertebral: Através desses forames emergem as raízes nervosas de dentro do canal vertebral. Podem ser comparados a janelas pelas quais as raízes nervosas têm o seu trânsito para realizar o comando de área e receber a sensibilidade de áreas segmentares.

Disco Intervertebral: O disco intervertebral constitui-se de uma estrutura fibrocartilaginosa formada por anéis concêntricos em sua porção externa e um núcleo gelatinoso formado por substâncias hidrófilas que garantem essa hidrófila, mantendo a capacidade de hidratação e flexibilidade do disco.



Coluna cervical: Coluna cercical: A posição lateral na direita demonstra com mais clareza as articulações zigapofisárias. Na radiografia oblíqua da coluna cervical na direita demonstra os forames intervertebrais circulares abertos. Em cada radiografia oblíqua um só grupo de formes são aberto, enquanto no lado oposto permanecem fechados


 
 
Coluna torácica: A posição lateral da coluna torácica demonstra melhor os forames intervertebrais. Uma oblíqua a 70° é necessária para abri as articulações zigapofisária na coluna torácica.


 


 
 
 
 
 
Coluna lombar: Está localizada posteriormente no centro da região abdominal. É formada por cinco vértebras.
É a última região com grande mobilidade da coluna vertebral.
 
 
 
 
 
 
 
 
Sacro: São em número de cinco vértebras fundidas no desenvolvimento. Formado por quatro faces e duas bordas
 
 
 
 
 
 
 
 
Cóccix: De 3 a 5 vértebras de tamanho bem reduzido, formado por uma face pélvica, uma dorsal e duas laterais, uma base e um ápice. As regiões mais facilmente diferenciadas são os cornos sacrais, os tubérculos coccígeos, a face articular com o sacro e os sulcos transversais. 
 
 
 
 
 
Procedimentos alternativos:  
Mielografia: É o procedimento radiográfico alternativo, que envolve exames fluoroscópicos e radiológicos do canal espinhal para avaliação de lesões no canal espinhal, discos intervertebrais ou raízes nervosas. Contraste iodado solúvel em água é injetado no espaço subaracnóideo do canal espinhal no nível de L3-L4.
RM e TC estão substituindo a mielografia como modalidade.

Tomografia: São úteis na avaliação de trauma espinhal como fraturas, subluxações, hérnias de disco, tumores e artropatias como artrite reumatóide e osteortrite.
Medicina nuclear: Envolve a injeção de marcadores farmacêuticos com elementos traçadores para demonstrar processos fisiológico específico, incluindo os que afetam o osso. Um composto de tecnécio é injetado e circula com o sangue.


 Ressonância magnética: Especialmente útil para demonstrar estruturas de tecidos moles (não calcificados) associados com a coluna, como disco intervertebral e a própria medula espinhal.


Densitometria óssea: Estudo de densidade óssea.

INDICAÇÕES PATOLÓGICAS:
 
Fratura de ‘CLAY SHOVELER’: Fratura por avulsão do processo espinhoso de qualquer vértebra de C6-T1, pode ser visto o sinal do processo espinhoso duplo, na radiografia em AP, devido ao deslocamento do segmento fraturado destacado. Exames AP e perfil cervical , TC.


Fratura de COMPRESSÃO: Fratura frequentemente associado à osteoporose. : Formato em cunha do corpo vertebral visto na perspectiva lateral e irregularidade do espaço na perspectiva em AP. Exames AP, perfil cervical , TC.

FRATURA DO ENFORCADO: Fratura do arco anterior de C2, usualmente também com subluxação anterior de C2 sobre C3. Exames perfil cervical, TC.

Fratura de JEFFERSON: Deslocamento bilateral ou espalhamento da massa lateral de C1 em relação ao dente. Exames imagem AP com boca aberta de C1-C2, TC.

Fratura ODONDOIDE: Linha de fratura através da base do dente, possivelmente estendendo-se para a massa lateral dos arcos de C1. Exames AP boca aberta de C1-C2 e perfil na mesa, TC.

Fratura EXPLOSIVA EM LÁGRIMA: Corpo vertebral com fragmento avulsionando da borda anterior e fragmentos do corpo vertebral posterior deslocado para o interior do canal. Exames: perfil cervical, TC.

FACETAS-SUBLUXAÇÕES UNILATERAL E FACETAS PRESAS BILATERAIS: Unilateral- deformidade em “gravata de borboleta” devido à rotação da vértebra no seu eixo; bilateral- deformidade em “salto” devido ao posicionamento de toda vértebra mais anterior do que o usual. Exames perfil cervical.

OSTEOARTRITE: Degeneração da cartilagem e formação de osteófitos (crescimento ósseo).

DOENÇA DE SHEUERMANN: Cifose e/ou escoliose moderada, envolvimento mais comum da coluna torácica. Exames série para escoliose.

ESPONDILITE ANQUILOSANTE ESPONTILITE: Calcificação com ossificação (formação de pontes ósseas entre as vértebras, criando rigidez e falta de modalidade das articulações). Exames articulações sacroilíacas, séries de coluna lombar, medicina nuclear.


ESPONDILITE ANQUILOSANTE: Coluna vertebral se torna fundida, aspecto de vara de bambu, calcificação dos ligamentos longitudinais anteriores. Exames :Coluna lombar AP, perfil, articulações sacroilíacas, cintilografia óssea.


DE CHANCE: fratura do corpo vertebral e elementos posteriores. Exames: rx coluna lombar AP e perfil, TC.

ESPONDILÓLISE: Defeito na porção interarticular (“cão escocês” parece está usando uma coleira). Exames: rx coluna lombar AP, perfil e oblíquas, TC.



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